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A pergunta que não cala: como está o mercado de trabalho em Hemoterapia no Brasil?

OU: “PROCURA-SE QUEM AMA O QUE FAZ

procura-se

Em todos os lugares que vou, a pergunta é sempre a mesma: “como anda o mercado de trabalho na área de hemoterapia? Como andam as oportunidades e salários?”
Vejam, esta é uma resposta bastante complexa e teríamos que formulá-la sob várias ópticas:
Qual é a sua qualificação profissional?
– Qual é a região do Brasil que você deseja atuar?
– Quais são as suas competências profissionais?
– Qual é o nível de complexidade da unidade em que você irá atuar?

E por aí afora…
Mas, simplificando sem medo de errar, eu afirmo que este mercado é bastante promissor em termos de demanda por mão de obra BEM QUALIFICADA.
E o que isto quer dizer? Que não importa qual o seu nível formativo- técnico, graduado ou pós-graduado, e nem tampouco a sua profissão- médico, enfermeiro, biomédico, farmacêutico, entre outros. O que realmente o mercado precisa e deseja é encontrar profissionais de alta qualidade, com P maiúsculo!
Ou seja, não basta apenas saber fazer:  isto faz de você apenas um funcionário-tarefeiro. A tríade saber-fazer, saber-ser, saber-saber  é que deve modelar o perfil profissional do “colaborador” . Por isso, cada dia mais, o saber ser é um importante diferencial na hora do entrevistador decidir-se entre um ou outro ” currículo”.
Ou seja, seguramente analisarão o seu perfil profissional, a sua capacidade de liderar equipes (artigo raro hoje em dia) ou em empreender, o foco no trabalho e nos resultados, a sua capacidade de se relacionar com o grupo  e  a pró-atividade.

O que queremos? Que o colaborador seja cooperativo e não competitivo!
Como queremos? Que ele saiba atuar com foco em resultados e não em tarefismos.
Abaixo o “batedor-de-cartão-de-ponto” e o “pingador de tubos“!

Hoje o profissional deve estar antenado, aberto às inovações e atento ao desenvolvimento científico. Em plena Era da Informação quem fica parado é poste!Ouço muitos dizerem: ” Ah, estas coisas modernas de computador e automação não são para mim, e sim para os jovens.” Ou a clássica: “Já estou me aposentado e não tenho mais tempo para estas coisas” . Isto definitivamente demonstra que você chegou ao fim da linha! E eu sempre digo, desculpando-me pelo tom aparentemente grosseiro- melhor desocupar o espaço, não é? E assim, dar lugar a quem tem sede de trabalho (vulgo “aquele que tem sangue nos olhos”), que faz de sua profissão o seu prazer, mas logicamente, não perdendo de vista a remuneração de acordo com a qualidade do SEU trabalho.

Pare para pensar e responda as questões abaixo:
– O “patrão paga o seu salário” ou “paga o quanto vale o seu trabalho“?
– Você aceitou o valor que te ofereceram no momento de sua admissão e a empresa tem uma proposta justa de cargos e salários?
– O que foi que você fez/aprendeu nos últimos anos a fim de agregar valor ao seu perfil profissional?
Lembre-se: Hoje as empresas não estão tão interessadas apenas no que você sabe, mas sim naquilo que você poderá continuar aprendendo!
Honestamente, falar de salários para profissionais da área de saúde do Brasil é quase uma piada pronta! Lógico que não ganhamos o que merecemos ou gostaríamos, nem tampouco pelo grau de responsabilidades que assumimos. Mas não escolhemos esta área por dinheiro e sim por vocação!
Será que é esta então a chave para o sucesso? Ter vocação?

Eu prefiro pensar em algo mais tangível: amar o que se faz. E isto só depende de mim, e não das mazelas do destino.
Se você ama o que faz, aquele “salário do final do mês” poderá ser mais do que isto. Em verdade vos digo: faça aquilo que você gosta e o dinheiro ganho será uma verdadeira recompensa.

PROCURA-SE…

Por Ana Lúcia Girello, 01 de abril de 2013, e eu juro que nada disto é mentira!