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O Dia Mundial do Doador de Sangue homenageia Karl Landsteiner

O dia 14 de junho é o Dia Mundial do Doador de Sangue, e foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 2004, com o intuito de homenagear e agradecer aos doadores voluntários e conscientizar os não-doadores sobre a importância desse ato. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner.

DOODLE (GOOGLE, 14/06/2016) lembrou o 148º aniversário do nascimento do médico Karl Landsteiner que descreveu o Sistema ABO em 1901.

Karl Landsteiner, médico imunologista e patologista, nasceu em 14 de junho de 1868 (Viena, Áustria) e morreu em 26 de junho de 1943 (Nova York, Estados Unidos). Recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia/ Medicina de 1930 por sua descoberta do Sistema ABO (1901), o que fez com que as transfusões de sangue pulassem ao patamar empírico ao científico.

Na Universidade de Viena, Karl Landsteiner realizou experimentos, onde usou o seu próprio sangue e o de seus cinco colaboradores para realizar a primeira experiência que iria entrar para a história. Depois de separar o soro do sangue dos seus glóbulos vermelhos e misturá-lo com as amostras destes colaboradores, ele observou a formação de “aglutinados das hemácias” estabelecendo então três tipos sanguíneos distintos, que chamou de tipos A, B e “nem A, nem B”, que posteriormente denominou “O”, e um ano mais tarde dois de seus colaboradores, De Castelo e Sturli, descreveram o grupo AB.

Já em 1909 ele demonstrou que estas incompatibilidades sanguíneas eram as responsáveis por reações transfusionais hemolíticas severas quando uma pessoa era transfundida com sangue “incompatível imunologicamente” ao de outra pessoa. Como imunologista, já previa a existência de anticorpos existentes no soro dos indivíduos formados contra as substâncias que não possuia. Está estabelecido assim o dogma central da Medicina Transfusional!

Depois de emigrar para Nova York (EUA), em 1922, o cientista começou a trabalhar no instituto Rockfeller de pesquisa até a sua morte, em 1943. Ali, juntou-se a Philipe Levine e Alexander Salomon Wiener.

Em 1927, juntamente com P.Levine, Landsteiner vacinou coelhos contra diversas doenças sanguíneas e descobriu antígenos do sangue comuns aos do homem (chamados de M, N e P).

A comunidade científica premiou os achados de Karl Landsteiner — que também ajudou na identificação do vírus da Poliomielite — outorgando-lhe, em 1930, o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia.

Em 1939, ele se aposentou e tornou-se professor emérito do Rockefeller Institute. Ele continuou seu trabalho em grupos sanguíneos com Wiener e seu colega, que levaram à descoberta do fator Rh em 1940.

Landsteiner passou a vida inteira examinando grupos sanguíneos, antígenos, anticorpos e outros agentes imunológicos no sangue. Karl Landsteiner teve um ataque cardíaco em seu laboratório em 24 de junho de 1943 e morreu dois dias depois, em 26 de junho de 1943, aos 75 anos de idade.

Referencias consultadas:

Farhud, Dariush D. “Karl Landsteiner (1868-1943).” Iranian journal of public health vol. 47,6 (2018): 777-778.

Karl Landsteiner – Biographical. NobelPrize.org. Nobel Media AB 2020. Sat. 13 Jun 2020. 10.1046/j.1365-2141.2003.04295.x

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IV WORKSHOP EM HEMOTERAPIA BYOLINE

Inovações e novas tecnologias em Medicina Transfusional e Terapia Celular

CLIQUE AQUI PARA INSCRIÇÕES: SYMPLA

DATA:  06  e 07 de dezembro de 2019.

HORÁRIO: das 8 às 17:30h

LOCAL: Senac SP Unidade Tiradentes – Av. Tiradentes, 822 (Auditório Térreo)- Luz- São Paulo-SP

  • Para os inscritos no evento a distância- na modalidade “WEBCONFERENCIA”: Vocês receberão ainda esta semana um e-mail com os dados de acesso personalizados. Pedimos a atenção para os requisitos minimos de configuração do seu computador e de conexão para que não tenham problemas no dia das aulas, pois NÃO TEREMOS SUPORTE TÉCNICO disponivel e não poderemos resolver problemas pessoais de conexão nos dias de evento. Em casod e dúvidas, pedimos a gentileza de contactar-nos previamente pelo whatsapp: (11)96343-7100.

PROGRAMA DO EVENTO

06/12/2019 das 8 às 17:30h : MASTERCLASSES COM ESPECIALISTAS

8 às 8:30h Recepção e Credenciamento

8:30 às 9:10h: Inovação na obtenção de hemocomponentes de qualidade- Tecnologia REVEOS

Ricardo Alves da Silva (Especialista Clínico- empresa Terumo BCT)

9:10 às 10h: Validação  do transporte de hemocomponentes

Silvia Leão Bonifácio (Bióloga, Fundação Pró-Sangue/ Hemocentro de SP e Instituto do Câncer do Estado SP)

10 às 10:30h: Soluções para o transporte de hemocomponentes e Cadeia do Frio

Cristiano Carvalho (Gerente de Produtos da empresa AP-Brasil)

10:30 às 10:50h: intervalo para café

10:50 às 11:40h: Atualização sobre Afereses

Joselito Brandão (Médico Hemoterapeuta, Instituto HOC de Hemoterapia- São Paulo)

11:40 às 12:30h: Uso racional do sangue- Patient Blood Management

Silvana Biagini (WEBCAST gravada)- (Médica Hemoterapeuta, Fundação Pró-Sangue/ Hemocentro de SP e Colsan SP)

12:30h às 13:45h: INTERVALO PARA ALMOÇO (LIVRE)

14 às 14:40h: Inovações na era da biotecnologia- overview dos congressos da especialidade

Leticia Medeiros (Webcast gravada) (Santa Casa e Colsan Santos)

14:40 às 15:30h: Terapia Celular e Oncoimunoterapia: Uma nova especialidade?

Maria Regina Andrade Azevedo (Biomédica, Autora do Livro “Hematologia Básica”, Ed. Revinter, 6a ed.)

15:30 às 15:50h: intervalo para café

15:50 às 17:30h: Novas soluções para velhos problemas: O (difícil) manejo dos pacientes aloimunizados

Carla Luana Dinardo (Médica, Fundação Pró-Sangue/ Hemocentro de SP)

07/12/2019 das 8:30 às 17:30h: WORKSHOP DE IMUNO-HEMATOLOGIA ERITROCITÁRIA E PLAQUETÁRIA

8:30 às 9h: Recepção e Credenciamento

9 às 10:30h:  A Cozinha imuno-hematolouca! O preparo e aplicação de reagentes e métodos acessórios/  complementares para elucidação de casos complexos

Ana Lúcia Girello,  Regina Cardoso e Fabiana Santos

10:30 às 10:50h: intervalo para café

10:50 às 12:15h: Vamos ficar imuno-hematoloucos desvendando os misteriosos casos complexos!

Ana Lúcia Girello,  Regina Cardoso e Fabiana Santos

12:30h às 13:45h: Simpósio Satélite 2: BIO-RAD

– Presente e Futuro da Genotipagem de grupos sanguíneos (PCR convencional e PCR digital)

Palestrante convidada: Marcia Dezan (Fundação Pró-Sangue/ Hemocentro de SP)

– Nova solução para os velhos problemas de identificação de anticorpos irregulares

Karina Cruz (Especialista de Produtos, Bio-Rad)

14 ÀS 17:30h: MESA REDONDA COM ESPECIALISTAS EM IMUNO-HEMATOLOGIA ERITROCITÁRIA E PLAQUETÁRIA

– Overview da Imuno-hematologia Eritrocitária: o que há de novo?

Leandro Dinalli (Biomédico, Instituto de Hemoterapia Hospital Albert Einstein SP)

– Overview: onde estamos e para onde vamos na Imuno-hematologia Plaquetária?

Carol Bonet Bub (Médica, Instituto de Hemoterapia Hospital Albert Einstein SP)

– Desafios na construção de um banco de doadores fenotipados e banco de sangues raros

Giselda Aravechia (Biomédica, Instituto de Hemoterapia Hospital Albert Einstein SP)

ORGANIZADORAS BYOLINE CORPORATION: Clique no nome abaixo e saiba mais 

Ana Lúcia Girello    Regina Cardoso    Silvia Leão Bonifácio    Leticia Medeiros

EMPRESAS PARCEIRAS:  SENAC SP E  REMLAB

Apoios Científicos GOLD:

Fresenius/ Immucor, Bio-Rad, pH7id

Apoios Científicos PRATA: 

AP-Brasil, Lorne, Terumo BCT

AGENCIA OFICIAL DO EVENTO: Consulte para pacotes de viagem ou estadia.

OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO:

COMO CHEGAR?

A Av. Tiradentes fica na região central de SP. Tem acesso fácil por ônibus e metrô- descer na estação TIRADENTES (linha azul).

Em São Paulo, os aplicativos de taxi funcionam bem e tem tarifas atraentes.

Na região do Senac existem estacionamentos (para quem for de carro)

No dia do evento, você receberá outras informações, como restaurantes, farmácias & hospitais e atrações próximas.

SOBRE SUA INSCRIÇÃO:

Para os inscritos no evento a distância- na modalidade “WEBCONFERENCIA”: Vocês receberão ainda esta semana um e-mail (no endereço cadastrado no ato da inscrição- favor verificar diariamente sua caixa de mensagem e SPAM) com os dados de acesso personalizados.

Pedimos a atenção para os requisitos mínimos de configuração do seu computador e de conexão para que não tenham problemas no dia das aulas, pois NÃO TEREMOS SUPORTE TÉCNICO disponível e não poderemos resolver problemas pessoais de conexão nos dias de evento. Em caso de dúvidas, pedimos a gentileza de contactar-nos PREVIAMENTE pelo whatsapp: (11)96343-7100.

Sobre cancelamentos ou desistências ou alterações de modalidade:NÃO será possível realizar qualquer devolução dos valores pagos pela inscrição a partir de 7 dias de efetuado o pagamento (segundo a lei prevista no Código de Defesa do Consumidor).
– Qualquer necessidade de alteração na modalidade de inscrição (presencial ou a distância) também NÃO será permitida a partir de terça-feira dia 02/12/2019, sob nenhuma hipótese ou justificativa, e NÃO acarretará devolução de valores pagos, se exceder os 7 dias de efetuado o pagamento, conforme previsto na lei.

Certificados Digitais: certificados digitais de participação no evento serão emitidos em até 10 dias após o término, através de e-mail OU disponibilizados em plataforma a distância, para que seja feito o download do mesmo. Caso necessitem de Declaração de Participação ou Recibo de Pagamento, sugerimos solicitar com antecedência por e-mail: bioline@globo.com e deverá ser retirado com a Secretária do evento no local.

Bioline Corporation

site: www.byoline.com.br

E-mail: bioline@globo.com Phone/ WHATSAPP: (11) 96343-7100

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Saiba mais sobre o antígeno f !

Referencia bibliográfica: REID, M. E. LOMAS-FRANCIS, C. OLSSON, M.L.
The Blood Group Antigen. Facts Book. 3rd Ed. Elsevier, 2012. Pp.211.
Tradução e adaptação do texto: Ana Lúcia Girello. Março de 2014.

Segundo a nomenclatura da International Society of Blood Transfusion, o antígeno f pertence ao sistema Rh.

Nome: Antigeno f
Nomenclatura ISBT: RH6 ou (004006 ou 4.6)
Nomes obsoletos: ce ou hr
Descrito em 1953.

O antígeno f é um “antígeno composto” expresso em glóbulos vermelhos de fenótipo c+ (RH4) e e+(RH5), sendo estes expressos na mesma proteína Rhce. Exemplo: hemácias dos fenótipos R1r, R0R0

O antígeno f NÃO está presente quando os antígenos c e e estão em proteínas Rh separadas, por exemplo:R1R2

Fig.1. Modelo esquemático das proteínas RhD, RhCE e RhAG.

rhag_genesOcorrencia do antígeno f:
Caucasianos: 65%
Negros: 92%
Asiáticos: 12%

O antígeno f está expresso na proteína Rhce, mas ainda não se compreende exatamente o mecanismo que predispõe à sua formação. Também já está expresso em células de cordão umbilical.

O antígeno f é RESISTENTE ao tratamento das hemácias com enzimas proteolíticas, como ficina, papaína, tripsina e alfa-quimotripsina; e a reagentes Thiol como DTT.

Características dos aloanticorpos anti-f:

–  Reações transfusionais imune-hemolíticas geralmente leves, tardias com possível hemoglobinúria.

–  Também envolvidos em DHPN leves.

Anti-f está frequentemente presente em soros de indivíduos contendo anti-c ou anti-e, formado por indivíduos com antígenos c ou e parciais.

Antígenos compostos: No sistema de grupo sangüíneo Rh, além da existência dos antígenos discretos C, D, E, C e E, ​​há 4 outros antígenos combinados:

–       ce (f),

–       Ce

–       CE (nome obsoleto: Jarvis)

–       cE.

Eles são comumente descritos como antígenos compostos, antígenos produtos de genes na posição cis , ou produtos conjuntos* (*N.T. tradução literal do inglês, mas não utilizado em nosso idioma). O termo é usado para designar o antígeno que é codificado pelo mesmo haplótipo. (isto é, os genes que estão em posição cis ).

O anticorpos contra antígenos compostos são infrequentes, embora não raros.
Tais anticorpos podem ser escondidos por outros anticorpos co-existentes das especificidades Rh mais óbvias. Por exemplo, co-existindo anti-c e/ou anti-E pode mascarar o efeito de anti-f. Sua presença só pode ser demonstrada através de adsorção e eluição com células vermelhas de fenótipos selecionados.

Bibliografia consultada:

REID, M. E. LOMAS-FRANCIS, C. OLSSON, M.L. The Blood Group Antigen. Facts Book. 3rd Ed. Elsevier, 2012. Pp.211.

RUDMANN, S.V. Serologic Problem Solving. AABB Press. 2005.

GENE BANK: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/gene?Db=gene&Cmd=ShowDetailView&TermToSearch=6006

RHESUS SITE: http://www.uni-ulm.de/~wflegel/RH/


 

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O que são antígenos eritrocitários compostos? O que é “este tal”de anti-f?

Texto escrito por: Monica LaSarre e Joe Chaffin , Junho 2012.
Tradução e adaptação do texto: Ana Lúcia Girello. Março de 2014.
Disponível em : http://www.bbguy.org/ask/ab-f-1.asp#sthash.YNjKhQv1.dpuf. Acesso em 05/03/2014.

O que é este tal anticorpo Anti-f ?

Esta pergunta é boa! Anti-f pode ser um anticorpo difícil de se entender, mas dado o fato de que ele é dirigido contra um antígeno sistema Rh , é importante tratá-lo com seriedade. Primeiro, é necessário compreender a terminologia utilizada para descrever a genética do sistema Rh .

Modernamente, sabemos que existem cinco principais antígenos do Sistema Rh : D , C, C, E, e. Estes antígenos são os mais importantes dos 58* antígenos já descritos (*N.T.: até a presente data) do sistema Rh. No entanto , os outros antígenos do sistema Rh podem ser importantes , já que os anticorpos podem ser formados e podem causar sérios problemas transfusionais, além de dificuldades no diagnóstico laboratorial.
Uma das singularidades do sistema Rh é o fato de que os antígenos podem ser “formados” pela presença de dois outros antígenos presentes ao mesmo tempo, ou numa combinação genética específica . Estes antígenos são conhecidos como “antígenos compostos “, e o antígeno f (o alvo do nosso anticorpo nesta discussão) é um desses.

O que é o antígeno f?

O antígeno f está presente em uma pessoa que carrega um gene que codifica a proteína RHCE com a presença concomitante dos antígenos “c” e “e”. Em outras palavras, uma pessoa tem o antígeno f se ele ou ela tem pelo menos uma cópia do alelo RHce do gene RHCE.

Olhe para a imagem abaixo:

f

Esta é uma imagem simples que retrata um resultado potencial genético de uma mãe R1R1 X pai R2r resultando hipoteticamente em uma criança que tem o genótipo R1r.

O gene RHD está mostrado em vermelho e o do gene RHCE em verde.
Foram realçados com um círculo os alelos RHce dos genes RHCE, demonstrando que tanto o pai como o filho neste exemplo seria f positivos (note que a mãe não tem RHce, então ela seria f negativo).

Revisão rápida: Existem dois principais genes do sistema Rh : RHD e RHCE . Existem quatro variantes diferentes normais (“alelos” ) do gene RHCE , conhecido como RHCE , RHCe , RHcE , RHce ( eles codificam para as quatro combinações diferentes de C ou c com E ou e ).
Estamos dizendo que o “f” antígeno está presente apenas quando um desses quatro alelos está presente , especificamente , RHce . Ainda não está claro ? Se não, é melhor dar uma relembrada na genética do sistema Rh !

Os anticorpos contra antígenos f são aloanticorpos típicos (imunes), ou seja, eles são formados quando alguém é exposto a antígenos que não possuem em seus próprios glóbulos vermelhos , normalmente durante a gravidez ou transfusão. Isto significa que somente aqueles que são f- (negativo) são elegíveis para formar anti-f.

Então, quem é f- (negativo)?
Bem, a resposta padrão dos livros é que: indivíduos f– (negativos) são aqueles que NÃO têm c e e como parte do mesmo haplótipo , ou seja , são pessoas que não possuem o alelo RHce do gene RHCE .

Mas o que isso significa? Vejamos alguns exemplos :

1 . Um indivíduo com o genótipo R1R2 tem os dois seguintes haplótipos: DCe e DcE. Uma vez que não existem os genes “c” E ” e ” juntos em nenhum dos haplótipos , este indivíduo é f – (negativo) . Este indivíduo pode produzir um anticorpo anti-f se exposto às células vermelhas que carreiam o antígeno f .

2 . Um indivíduo de genótipo rr tem dois haplótipos idênticos: Ambos são dce . Neste caso , uma vez que ambos os cromossomos são portadores de genes de “c ” e “e” no mesmo haplótipo , este indivíduo é f+ (positivo) . Como um resultado , ele não faria anti-f se exposto às células vermelhas do f + (positivo) .

Você já pode ter adivinhado isso, mas a maioria das pessoas que tem o fenótipo f-(negativo) são aqueles tipados como Rh+ (positivo)!
Isto é devido ao fato de que a esmagadora maioria das pessoas Rh- (negativas) têm o genótipo rr , e por isso é muito raro encontrar alguém Rh- onde falte pelo menos uma cópia do gene RHce (e portanto, f -).
Já os indivíduos Rh+ (positivo) podem ser f negativo ou f positivo, a saber:
EX: São três os haplótipos mais comuns de RhD+:
– R0: ele trará então o haplótipo RHce (portanto, sendo f+),
– enquanto nos outros dois, denominados R1 e R2, não! Estes, portanto, serão f-!

Como o anti-f é um anticorpo considerado clinicamente significativo, uma pessoa que produz anti-f deve, uma vez que o anticorpo for devidamente identificado, ser transfundido com sangue f- (negativo). Enquanto isto pode parecer fácil, em contrapartida, não é tão simples selecionar um monte de unidades de sangue e testá-las (fenotipá-las) com anti-f!
Na verdade, para selecionarmos as unidades de hemácias adequadas para transfundir pacientes com anti-f, teremos de fazê-lo de uma maneira “de trás para frente”, e isso é o mais importante para vocês, que atuam em serviços de transfusão hospitalares, entenderem:
Os doadores de sangue que são tanto c- (negativo) ou e- (negativo) são f- negativo , por definição ( ver acima , se isso está claro ).
Como resultado disso, e uma vez que a maioria das pessoas com anti-f são Rh+ (positivo), há duas abordagens comuns para esta situação para encontrarmos unidades de sangue compatíveis para a transfusão:
-Na primeira abordagem, o serviço de hemoterapia realizará testes, em um grupo de doadores Rh+ (a menos que o paciente também tenha anticorpos anti-D), fenotipando-os para o antígeno c (N.T.: =buscar bolsas com o fenótipo c-). Estas unidades são f- , também , portanto, unidades c – (negativo) são então utilizados para a realização de provas cruzadas com o soro dos indivíduos que possuam o anti-f;
-A segunda abordagem considera a utilização de reagente anti-c , e é , portanto, mais atraente, e basicamente o inverso do anterior. O serviço de transfusão simplesmente usa soro do paciente para verificar se há compatibilidade com amostras de células vermelhas a partir de várias unidades de doadores. As unidades compatíveis são então fenotipadas para o antígeno c usando anti-soro anti-c, e aquelas que são c- (negativas) são utilizadas para transfusão. Dentro dessa estratégia , o genótipo Rh mais comum para os doadores de sangue dadas a estes pacientes é R1R1 – um genótipo extremamente comum em doadores de sangue caucasianos .
Você pode estar se perguntando por que usar anti-c soro nas estratégias acima e não anti-e (ou por que não usar os dois ao mesmo tempo), não é?
A razão é simples: o antígeno e é extremamente comum e menos de 2% dos doadores de sangue na maioria das populações são negativos para e. Como resultado, faz mais sentido usar um reagente que tem uma maior chance de sucesso (pois o antígeno c está ausente em 20% dos caucasianos e 4% de doadores de afro-americanos) .

Esta tem sido uma discussão complexa , eu sei! A gestão de anti-f é realmente muito, muito simples na maioria dos casos , mas a compreensão dos “porquês” por trás do que fazemos é muito importante. Releia o acima, se não está claro para você ainda , e não hesite em contactar-nos para mais perguntas !

IMPORTANTE: Por favor note que o acima é opinião dos autores . NÃO é uma consulta médica, nem deve ser usado como justificativa para diferem de procedimentos operacionais padrão da instalação. Por favor, correlacionar as informações acima com recursos publicados , e entender que a orientação dada pode não ser aplicável em sua situação clínica ou laboratorial !

Texto escrito por: Monica LaSarre e Joe Chaffin , Junho 2012.
Tradução e adaptação do texto: Ana Lúcia Girello. Março de 2014.
Disponível em : http://www.bbguy.org/ask/ab-f-1.asp#sthash.YNjKhQv1.dpuf. Acesso em 05/03/2014.

 

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Temas: Fundamentos da imunologia; Reação antígeno X anticorpo;Reação de aglutinação e seus modificadores;Sistema ABO e os fundamentos da rotina laboratorial; Sistema Rh e os fundamentos da rotina laboratorial;Teste da Antiglobulina Humana e a pesquisa e identificação de anticorpos irregulares;Interpretando o painel de hemácias;Principais sistemas de grupos sanguineos: Overview; Anemias Imuno-hemolíticas: DHPN e AHAI- abordagem laboratorial;Testes da rotina pré-transfusional.
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